Tâmega

Correm calmas estas águas,

Deste Tâmega atraiçoado;

Escondem murmúrios, algumas mágoas,

Deste teu apaixonado.

 

Teus arvoredos pelas margens,

Dão seu toque de beleza;

Seus campos, suas pastagens,

O seu quê de rareza.

 

A água brilha intensamente,

Pelo sol que se refresca,

Será possível haver gente,

Que ingénua, te detesta?

 

Teu mosteiro a S. Gonçalo,

Com sua cúpula artística;

Quem não quer saber amá-lo,

Na complexidade que tem a mística?

 

Ó Tâmega, maltratado és,

Mas deixa lá afinal;

Pois como vês...

O mal é de todos em geral.

 

Escrito em Agosto de 1996 durante umas férias com amigos em Amarante



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