Além

 


Movimentada esta vida!

Feita de momentos atarefados,

em que cada segundo

parece de um minuto sem saída.

 

Já se está de partida

após instantes passados.

Irrequieto este mundo,

Para onde será sua ida?

 

E nós que o percorremos,

vinte e quatro horas sem fim,

para onde iremos também?

 

Será até morrermos?

Haverá outro mundo assim?

O que existirá no Além?

 

Escrito em 4 de Julho de 2005

Cai a noite

Cai a noite,

vai-se o sol e surge a lua,

e com esta sombra nocturna,

a minha vida fica nua...

 

Despida de trabalho,

despida de colegas e amigos.

e com cada gota de orvalho,

desce o silêncio aos ouvidos.

 

Silêncio duro e pesado este,

é deveras ensurdecedor,

atinge-me como doença, peste

e bem cá dentro… a dor.

 

Dor de quem vive só,

de quem sorri e chora

no meio de quatro paredes,

porque, só, ... o tempo demora…


Escrito em 29/11/2002



If your love…

 She discovers what she feels for you.

It feels my love that flies on you.

She lies you in your bed and thinks,

She thinks of what we already lived together.

She lives the good moments and kills the bad.

If your loves goes as much as mine…

We will forever be happy.

I love you and I will always love you.

 

Único poema numa língua que não domino.
Escrito em 1995    

Sinal(ais) do Tempo


    Este sinal significa muito e vou usar esta imagem para transmitir um pensamento. Esta imagem é o reflexo do que pode acontecer em qualquer pessoa, qualquer máquina, qualquer estrutura ou simplesmente a um qualquer sinal de trânsito se nos esquecermos de os manter em boas condições. No caso do nosso corpo as consequências são óbvias, em que a falta de manutenção faz-nos envelhecer mais cedo e a entropia torna-se muito presente nas tarefas diárias. Também numa máquina, seja o nosso automóvel ou qualquer outra, a manutenção preventiva faz com que todo o mecanismo funcione devidamente lubrificado e de forma sincrona aumentando a sua durabilidade e eficiência. Não pode ser diferente nas estruturas, seja a nossa casa, seja o passeio da rua, seja um simples sinal de trânsito. Cabe a cada um manter o seu corpo, a sua mente, as suas máquinas e as suas estruturas em pleno estado de conservação e uso. Vemos frequentemente o desleixo causado pela falta de manutenção, nomeadamente ao nível do poder central e local. Quando, a título de exemplo, o estado cria uma infraestrutura deveria prever no seus orçamentos anuais, verbas que prevejam manter convenientemente essas estruturas. De que vale inaugurar uma ponte se uma ou duas décadas depois pode ruir por falta de manutenção? Ok.. dirão que durante aqule período serviu muita gente... concordo... Mas não ficará muito mais oneroso construir uma ponte nova ou eventualmente indeminizar e lamentar a perca de vidas humanas com a sua queda? Estes exemplos são válidos para o que queiram pensar sobre manutenção e sem querer aqui referir situações concretas que seriam muito facilmente encontradas. Quanto a este sinal, não sendo o objetivo deste meu esquisso, espero que a sua falta de manutenção não cause danos colaterais e a superfície comercial onde está inserido ou a autoridade competente procedam à sua pintura ou substituição. 
Mantenham-se...

Teus Lábios

Quando teus lábios, meus tocam

nesse beijo doce suave,

são eles que conotam

tudo aquilo a que o beijo sabe.

Sabe a amor, sabe a mel,

sabe a devaneio de um louco,

sabe a tudo que quiserem,

A mim… sabe-me a pouco.

Teus lábios são macios,

envolvidos por pele sedosa,

lábios puros mas lascivos,

fazem de ti majestosa.

 

Escrito em 2004


Adormecer


Noites em branco sem dormir,

sonhos dispersos, a fugir.

bate o relógio sem parar,

e o sono a tardar.

 

Leio o livro de cabeceira,

garrafa de água ali à beira

não vá a garganta secar.

E o sono a tardar.

 

Abro a boca num bocejo

de um sono que não vejo,

mais uma página virada,

e de sono... não vejo nada.

 

Vira e torna a virar,

São voltas a mais numa cama.

Ai que calor... faz transpirar!

 

Abro a boca sem parar...

Esperem lá, quem me chama?

É o sono a chegar...

 

Junho 2005