Sim, tu que me olhas e ouves, escuta-me…
Escuta-me mesmo que a minha boca não se abra.
Escuta-me mesmo que minhas cordas vocais
não oscilem…
Presta atenção ao que te digo com o olhar,
com a expressão, com o ritmo da respiração,
com o franzir de testa.
Enfim, com tudo o que te digo, mudo.
Se me escutares, ouves-me,
mas nem sempre que me ouves escutas.
Vasculha o meu ser, o meu intimo, percorre-o todo
sem medos ou receios, e nele encontrarás o que buscas.
Sente, presente até, mas escuta-me,
nem que seja por um só instante.
Porto, 19 Maio de 2005
Sem comentários:
Enviar um comentário