Incessante caminho escuro

Incessante caminho escuro

De pedra e cascalho solto

Olho para trás, não volto

Sigo em frente até um muro

 

Tamanho esforço até ao momento

E deparando-me com esta barreira

Preciso de algo como alento

ou de repouso numa esteira?

 

A vida segue-se em frente

Sem lhe desviar o olhar

Porque um dia de repente

o último suspiro irei dar.

 

Aproveito então o caminho

Seguindo ao sabor da maré

De mão dada à Nazaré

Pois assim não vou sozinho


Maio 2022




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