Retomo a minha atividade neste blog com um esquisso sobre um tema atual.
Realizou-se em Albufeira à dias atrás o 32º Congresso de
Hotelaria e Turismo, reforçando este setor como fundamental para a economia do
nosso país. Foi lançado o tema da dificuldade de captar trabalhadores para
estas áreas sendo que o setor estima uma necessidade de cerca de mais 15mil
trabalhadores. Pasmem-se que o setor está a estudar a possibilidade de recrutar
trabalhadores a Cabo Verde e Filipinas e o nosso ministério do trabalho está a
estudar a forma de o fazer.
Então vamos lá refletir em conjunto…
Somos um país que tem, segundo o INE, em Setembro de 2021
uma taxa de desemprego de 6,4% com cerca de 318 mil desempregados. Ou seja,
temos 318 mil pessoas em idade ativa para trabalhar e que estarão na grande
maioria a receber subsidio de desemprego e/ou outro apoio pela falta de
rendimentos. O setor oferece 15 mil postos de trabalho e tem de ir procurar
fora do país? A realidade é que para a maioria dos desempregados nacionais
compensará ficar em casa sem trabalhar e auferir destas prestações sociais sem qualquer
responsabilidade. Não teria o governo a obrigação de regular estas prestações
para que os seus beneficiários tivessem que prestar colaboração (nem que fosse
a tempo parcial) numa instituição, numa repartição do estado, num município…
retribuindo à sociedade parte do que a sociedade lhes dá? Por esta ausência de
obrigações é que há a dificuldade de empregar em especial neste setor que
por natureza é trabalho sazonal e tem salários baixos. Não seria preferível que
o setor recebesse uma parcela destas prestações e empregasse com um salário
mais apetecível? Teríamos certamente menos desempregados, menos beneficiários
de prestações sociais, o estado reduziria a despesa e não tínhamos trazer mão
de obra do estrangeiro.
Sem comentários:
Enviar um comentário