Cai a noite,
vai-se o sol e surge a lua,
e com esta sombra nocturna,
a minha vida fica nua...
Despida de trabalho,
despida de colegas e amigos.
e com cada gota de orvalho,
desce o silêncio aos ouvidos.
Silêncio duro e pesado este,
é deveras ensurdecedor,
atinge-me como doença, peste
e bem cá dentro… a dor.
Dor de quem vive só,
de quem sorri e chora
no meio de quatro paredes,
porque, só, ... o tempo demora…
Escrito em 29/11/2002
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