Norteio-me em busca do caminho, descalço,
tateio com a ponta dos pés o cascalho solto.
Sinto na pele nua o piso gélido, agreste e revolto,
mas continuo seguindo calmamente ao teu encalço.
Vejo-te em sombras na neblina distante,
e com respiração ofegante acelero o passo.
Tento alcançar-te ali, mais adiante...
Mas... tropeço... e fracasso.
Ergo-me decidido a não desistir de ti.
O meu olhar percorre a penumbra
deste local onde cansado caí,
e de ti agora já nada vislumbra.
Onde estás? Onde estás tu meu anjo sol?
Que caminho escuro e sem mim, trilhas?
Vou seguir-te... ilumina-o como farol
sei que consegues, porque tu.... brilhas...
Abril 2026
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