Porquê Pai?

Sessenta segundos de cada minuto,
de cada uma das vinte e quatro horas
de todos os meus dias, penso em ti Pai.
Penso, mesmo sem sempre
saber que o faço.
Impeles-me a fazê-lo.
Cada um dos meus movimentos,
cada forma de agir e pensar,
nada mais é do que por tua vontade.
Tu eras assim.
Mas... cedo partiste.
Ainda meu corpo era franzino,
ainda meu andar não era seguro
e minha mão não tinha a força de hoje.
Dois anos apenas a meu lado e... partiste!
Partiste deixando minha mão sem a tua novamente poder sentir.
Deixaste meus passos serem dados em busca de ti,
deixaste-me todo um mundo para descobrir praticamente só.
Quem me dera poder questionar-te mil e uma coisas.
Saber o porquê das coisas.
Mas... foste. Quiseste-o assim.
Pergunto-me porquê, mas... fizeste-o!
Adoro-te Pai!

Porto, 14 Junho 2005

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